Hormonas é um tema que, sendo actualíssimo, o seu conhecimento remonta ao final do séc. XIX. Apesar da distância temporal, este conceito ainda é obscuro, nomeadamente, no que respeita à menopausa e andropausa e, ainda mais complexo se torna, quando se menciona a terapia de modulação hormonal pela emergência da luta pelo anti-envelhecimento.
Reposição hormonal
De facto, a idade deixa marcas quase irreversíveis, mas a reposição hormonal deixou de ser tabu. Reconhecendo que as hormonas mantêm o equilíbrio homeostático, têm responsabilidade no crescimento, na reprodução, na memória de conservação e nas emoções, entre outras funções, repor de forma segura estas hormonas, tornou-se um imperativo. A ciência comprova que a partir dos trinta anos, a sua produção diminui. Aos 50, temos sensivelmente metade do nível hormonal dos 30. Assim sendo, urge modular, equilibradamente, os níveis hormonais para devolver a quantidade existente aos 30. A equilibração faz-se com hormonas bioidênticas, isentas de perigos potenciais das hormonas sintéticas. No entanto, delinear um perfil hormonal exige rigor nos parâmetros: avaliação do défice, adequação ao biótipo, dosagem de cada componente, via de administração e monitorização semestral do paciente.
A expressão hormona bioidêntica designa uma substância cuja estrutura molecular é igual à humana, segregada de forma endógena. Na terapia de substituição, um composto de estrona e equilina, extraída de urina de égua prenha, é também natural, porém, passou a ser sintética pelo processo artificial de transformação na sua estrutura química: embora natural, não é bioidêntica. E, esta alteração molecular é a principal responsável pelos efeitos colaterais.
Efeitos da reposição hormonal
Na reposição, após 6 ou 8 semanas, são notórias as sensações de bem-estar físico, mental e sexual, de rejuvenescimento da pele (menos rugas, mais firmeza, elasticidade), revitalização, maior lucidez, jovialidade, aumento da massa muscular e óssea, normalização da tensão arterial, menos inflamação, maior capacidade cognitiva, menos peso, diminuição de doenças crónicas, melhor performance sócio profissional e de mais elevada auto estima. Pela segurança e benefícios se infere que a modulação hormonal com bioidênticas é a chave para a manutenção da vitalidade após os 40, a verdadeira chama da vida, no homem e na mulher, sem esquecer, obviamente, os cuidados nutricionais, a ocupação para estímulo neurológico e o exercício físico.

Mais, meu caro leitor: pondera se a hipótese de fabricar, com estas substâncias, o elixir da felicidade, assim postula a ciência. Para além desta “excentricidade saudável”, a investigação científica encaminha-se para solucionar lesões cerebrais, exercer o controlo da obesidade e resolver problemas cardíacos, através de hormonas. Tudo o que se conhece, nesta área, é muito pouco, perante o universo promissor que se adivinha a médio e longo prazo.
Concluindo, investir em nós, de forma séria e em actividades que nos façam sorrir é uma obrigatoriedade para a optimização do último terço da vida!
Esteja atento às próxima rubricas!
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