No nosso último artigo, prometemos falar de enzimas. Aqui estamos, estimado leitor, para deixar registados alguns dados relativos à temática de importância vital para a qualidade e longevidade do ser humano. “Somos o que comemos”, diz o adágio!
Efectivamente, a vida, a saúde e a doença são o resultado dos nossos hábitos alimentares. As doenças da maturidade passaram a designar-se: doenças correlacionadas com o estilo de vida, e não com a idade. Na prática médica ocidental, o paciente raramente é questionado sobre a sua história alimentar. No entanto se revirmos este historial, descobre-se a intrínseca relação entre a patologia apresentada e a sua nutrição. Patologias incuráveis, de origem desconhecida, passariam a ser de etiologia bem conhecida. É uma outra filosofia de avaliação clínica… Reconhecemos que a dieta baseada na proteína animal e lacticínios define a correlação com a doença.
Por isso, estimado leitor, coma alimentos plenos de enzimas. São a fonte de longevidade referenciada no início deste curto artigo. Alerta-se, diariamente: muito cuidado com as calorias, de enzimas não se fala…
O que consumir
Recomendamos aos homens a ingestão de 2000 calorias diárias e para a mulher 1600, distribuídas por 4 grupos de alimentos. No grupo 1, incluímos ovos e lacticínios – proteínas de qualidade, vitaminas A e B2, cálcio e gordura. No grupo 2, carne, peixe, leguminosas, proteína de excelência, vitaminas B1 e B2 – para o sangue e músculos – gorduras e cálcio. No grupo 3, destacamos frutos e verduras providas de fibra e minerais – mantêm a saúde geral. No grupo 4, têm lugar os cereais, óleos, açúcares e gorduras com função termogénica (temperatura corporal) e energética, ricos em proteínas, gorduras e hidratos de carbono. Já verificou, meu caro leitor, as enzimas continuam a não fazer parte, aparentemente, do cardápio proposto! Pois bem, é impossível medir o número de enzimas concentradas em cada alimento. Clarificando, frisamos que, quanto mais fresco for o nutriente – carne, peixe, fruta e verdura, maior é o número de enzimas e melhor é o seu paladar, revelador da quantidade enzimática.

Mas nem tudo é consumido cru. Então, frita-se, ferve-se, assa-se, guisa-se e coze-se a temperaturas tão elevadas que a componente enzimática é destruída! Sendo sensíveis ao calor, as enzimas decompõem se entre os 48ºC e os 115ºC e os produtos resultantes, porque houve oxidação, podem ser radicais livres que destroem as células do ADN, redundando em doenças oncológicas e outros igualmente perigosos. Este e outros conceitos não carecem de mais explicações, pois são já conhecidos do grande público através dos Media, mediante a emissão de debates frequentes.
Em jeito de conclusão, a selecção de alimentos, a forma de os consumir, bem como o aprender a cozinhá-los são de crucial importância, porque sabemos que a idade diminui o número de enzimas disponíveis, daí que, o seu aporte seja a forma compensatória para sobreviver.
“Qualquer um que pretenda ter, mais que uma compreensão extremamente superficial da vida, em todas as suas diversas manifestações, necessita da bioquímica.”. S. H. Krebs.
Esteja atento às próxima rubricas!
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