As notícias que invadem o nosso quotidiano, sobre o jogo da Baleia Azul, são perturbadoras. Na última década, aumentou o número de suicídio em 40%, na faixa etária dos 10 aos 14 anos e 33% nos jovens dos 15 aos 19, no Brasil. Em Portugal, lamentavelmente, este desafio começa a matar.
Segundo um estudo do Health Behaviour in School-Aged Children, o público-alvo da baleia azul recebe intimações para participar na coação, através das redes sociais, com fins destrutivos. As interrogações, que a adesão ao jogo nos suscita, encontram respostas assustadoras: são crianças/jovens em profunda solidão, com poucas competências sociais e desesperados, ou então, jovens que fazem do risco a sua profissão!
Como prevenir?
A inquietação é insuficiente, é urgente agir e a psiquiatria é peremptória, neste campo. Os sinais, evidenciados pelos jovens em risco, podem apresentar as seguintes manifestações:
– alteração dos padrões de sono,
– agressividade,
– isolamento,
– irritabilidade,
– consumo de álcool e drogas,
– perturbações alimentares,
– insucesso escolar, por vezes negligenciado, como fazendo parte integrante da adolescência.
– outros comportamentos invulgares, como o distanciamento da família e uma certa dependência da avaliação e dos valores do grupo de amigos, são factores a não relativizar.
A Internet será a salvação ou a vilã? As redes sociais e a Internet assumem um papel paradoxal. Por um lado, induzem a auto-mutilação, destruição, incitando a práticas criminosas. Os manipuladores não só promovem, mas coagem as vítimas a cumprirem desafios que põem em risco a integridade de crianças e jovens mais vulneráveis, conduzindo a um fim último, o suicídio. Por outro, podem constituir um suporte emocional, mediante apoio telefónico, email, ou Skype, de voluntários que incentivam, encorajam, fornecendo uma ajuda preciosa em momentos de desorientação, muita angústia e sofrimento.
Caríssimos pais, permitam-nos este alerta:
– no comportamento disruptivo, o diálogo aberto, franco e directo deve ser implementado, (sempre que haja algo suspeito, ou mudança brusca comportamental);
– respeitando o seu espaço, o jovem deve ser discretamente supervisionado pelo adulto;
– a impulsividade dos filhos não deve impedir a abordagem baseada na verdade, nem no medo de encarar a situação. Questionar a mudança, indagar sobre os acontecimentos e oferecer ajuda incondicional são armas poderosas!
Concluindo, dialogar, falar abertamente gera alívio nos pais mas, sobretudo, nos adolescentes “perdidos”. Porém, se se entender que é missão impossível, as ajudas psicológica ou psiquiátrica são o caminho certo.
Que o receber e oferecer ajuda façam toda a diferença nas vossas vidas!
Esteja atento às próxima rubricas!
Deseja falar ou tirar dúvidas com a Dra. Mara Rodrigues? Envie um e-mail para o seu correio electrónico: mara.rodrigues@planoseguro.pt.
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