Luta contra o envelhecimento? Coma alimentos frescos

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Publicado em 09/Mai/2017 | Escrito por Dra. Mara Rodrigues

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  “Nem só de pão vive o homem!” Parafraseando esta passagem bíblica e, fazendo uma interpretação mais literal, pretendemos remeter os nossos leitores para as mudanças alimentares exigidas na contemporaneidade e para a selecção correta de alimentos dos quais obtenham nutrientes inibidores da doença e promotores da longevidade. Com efeito, a alimentação pode ter efeitos oxidantes, responsáveis pela diminuição da imunidade (imunodepressão), envelhecimento e processos degenerativos ou, inversamente, ser antioxidante e ter um efeito protector, estimulando as defesas imunitárias e a estabilidade genética, prevenindo as doenças degenerativas (ex: tumores) e o envelhecimento prematuros.

Frutos e legumes frescos

No sentido de limitar a malignidade é necessário consumir 400g de frutos e legumes. Além da água, vitaminas, minerais e frutose, contêm fibras indispensáveis à absorção, no intestino delgado, que os convertem em nutrientes e só depois migram para o sangue, cuja função é vital na manutenção da existência. Estas fibras têm dupla função: mecânica, de limpeza dos dejectos e outra, a biológica que é equilibradora da flora intestinal, sendo esta responsável pela produção da vitamina K (necessária à coagulação sanguínea) e dos ácidos gordos de cadeia curta, enquanto fonte energética.

Vitamina C

A vitamina C, de importância extrema nas patologias degenerativas, abunda nos frutos frescos e é determinante na estimulação e manutenção da imunidade. Convém, porém recordar que as propriedades do ácido ascórbico (Vit. C) são inibidas pelo excesso de gorduras no estômago. Daqui se infere, caríssimo leitor, da necessidade absoluta de moderação no consumo lipídico (gordura saturada) e do estímulo à ingestão de fruta a cada intervalo, desde o infantário à idade adulta.

Neste âmbito, todas as instituições públicas ou privadas, em nome da Liga Contra o Cancro, deveriam incluir, nos postos de trabalho, frutos/legumes. Associados ao exercício físico regular, estes alimentos evitavam muitas baixas médicas prolongadas, sofrimento, invalidez precoce e morte prematura, com uma redução de 30 a 40% na incidência de doenças cancerígenas.

Os citrinos – tangerina, pomelo, limão, laranja contêm polifenóis, também conhecidos como flavonóides, e deveriam ser consumidos inteiros. Possuem uma actividade anti-inflamatória e anti-cancerígena, bloqueadora do crescimento tumoral, enquanto inibidora da divisão celular descontrolada.

Os frutos vermelhos, cerejas, mirtilos, framboesas, morangos (sazonais), têm forte poder antioxidante e impedem o crescimento de tumores. Por outro lado, segundo o Committee of Physician’s Health Study Research Group, um estudo realizado durante 13 anos, com 257 000 participantes, demonstrou que consumir 5 frutos por dia, diminui em 26% a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais e hemorragias. Assim, no âmbito da prevenção, toda a investigação aponta para o consumo médio de 5 frutos e 5 legumes frescos, diariamente.

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Resumindo, desde a infância, em todos os estabelecimentos e graus de ensino e, posteriormente, nas empresas, deveriam ser instituídos as pausas frutificadas em nome da prevenção e manutenção da saúde pública. Os países que já adoptaram esta filosofia estratégica têm assistido a uma diminuição drástica do número de mortes prematuras.

Esteja atento às próxima rubricas!

Deseja falar ou tirar dúvidas com a Dra. Mara Rodrigues? Envie um e-mail para o seu correio electrónico: mara.rodrigues@planoseguro.pt.

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